Em 50 anos de história muita coisa aconteceu. Fatos importantes que mudaram a Medicina Veterinária e a Zootecnia e que também trouxeram muitos benefícios para a sociedade e o mundo em que vivemos

Confira alguns desses fatos em ordem cronológica.

1761
1766
1888
1895
1910
1913
1920
1921
1922
1924
1929
1933
1934
1946
1950
1951
1995
1963
1966
1968
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1974
1977
1978
1981
1982
1983
1984
1990
1991
1982
1994
1996
1997
1998
1999
2000
2001
2002
2003
2004
2005
2006
2007
2008
2009
2011
2012
2013
2014
2015
2016
2017
2018
Agradecimentos

1761

A Medicina Veterinária passou a ser uma profissão científica, por meio da criação da primeira Escola de Medicina Veterinária, na cidade de Lyon, França. Claude Bourgelat era um advogado amante de cavalos que não se conformava com a ineficiência no tratamento empírico de seus cavalos de raça e, usando sua influência, convenceu o Rei Luiz XV a criar a Escola Veterinária de Lyon, que entrou em funcionamento em 1762.

1766

Surgiu a segunda escola de veterinária no mundo, a École Nationale Vétérinaire d’Alfort, também fundada por Bougerlat e em funcionamento até hoje, nos subúrbios de Paris.

1888

Primeiro registro da Peste Suína Clássica no Brasil, no estado de Minas Gerais (Lacerda).

1895

Primeiro registro oficial de febre aftosa no Brasil na região do Triângulo Mineiro, Minas Gerais, em consequência da importação de animais da Europa.

1910

Em outubro, o presidente Nilo Procópio Peçanha (1867-1924), em apoio ao ministro da Agricultura, Rodolpho Nogueira da Rocha Miranda (1862-1943), criou e aprovou a regulamentação do Serviço de Veterinária, por meio do Decreto nº 8.331, disciplinando as ações em todo o território nacional, nas fronteiras do País e nos portos por onde se importava ou exportava gado. O decreto também discorre sobre as exigências para o provimento de cargos, determinando que as vagas de médicos-veterinários só poderiam ser exercidas por profissionais, brasileiros ou estrangeiros, diplomados em escola superior de Medicina Veterinária.

1913

  • Criação da Escola de Veterinária do Exército, fundada pelo Decreto nº 2.232, de 6 de janeiro, e da Escola Superior de Agricultura e Medicina Veterinária, criada pelo Decreto nº 8.319, de 20 de outubro, ambas na cidade do Rio de Janeiro (RJ).
  • A Escola de São Bento, em Olinda (PE), constrói o primeiro hospital veterinário do País.

1920

Em 9 de junho, nascia no Rio de Janeiro a Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária.

1921

  • Rinderpest, a Peste Bovina, foi introduzida em 1921 com a chegada de reprodutores zebuínos procedentes da Índia no porto de Santos. A enfermidade logo foi erradicada através do sacrifício dos animais e medidas de desinfecção. Esta ocorrência acabou gerando a participação do Brasil na fundação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE).
  • O Brasil deu um grande exemplo aos outros países com a erradicação da peste bovina, considerada um dos piores males da humanidade. Enquanto o mundo levou mais de três séculos de campanha para erradicar a doença, o Brasil assim o fez em somente um ano de campanha sanitária, erradicando o único surto de peste bovina do Estado de São Paulo, em 1921. Alcides Godoy (1878-1950), um dos colaboradores do renomado sanitarista Oswaldo Cruz (1872-1917), descobriu a vacina contra o carbúnculo sintomático, doença dos bovinos, vulgarmente conhecida como peste da manqueira. A vacina financiou o Instituto Oswaldo Cruz por muitos anos, já que as verbas federais não eram suficientes para manter seu funcionamento.

1922

O 1º Congresso Brasileiro de Medicina Veterinária foi realizado, aproveitando as festividades dos 100 anos da Independência do Brasil. O evento foi organizado e presidido pelo prof. Américo de Souza Braga (1889-1947), grande batalhador da profissão no Brasil. Américo Braga foi, também, secretário da Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária, de 1922 a 1924. Entre seus inúmeros trabalhos científicos destaca-se, pela repercussão internacional, o livro em quatro tomos intitulado Soros, Vacinas, Alérgenos e Imunógenos.

1924

Criação da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em 25 de janeiro

1929

No Brasil, a primeira médica veterinária, Nair Eugênia Lobo, recebeu o diploma pela antiga Escola Superior de Agricultura e Veterinária do Rio de Janeiro (RJ).

1933

Por meio do Decreto nº 23.133, do então presidente da República Getúlio Vargas, surge a regulamentação da Medicina Veterinária no Brasil. O decreto representou um grande marco na evolução da profissão no Brasil. Por mais de três décadas, foi ele quem estabeleceu as condições e os campos de atuação para o exercício da Medicina Veterinária. Por esse motivo, a data de publicação do Decreto 23.133, 9 de setembro, foi escolhida para comemorar o Dia do médico-veterinário no Brasil. O documento confere à própria classe as responsabilidades para a organização, direção e execução do ensino veterinário; para os serviços referentes à defesa sanitária animal; inspeção dos estabelecimentos industriais de produtos de origem animal, hospitais e policlínicas veterinárias; organização de congressos; representação oficial e peritagem em questões judiciais que envolvam apreciação sobre os estados dos animais; entre outras atividades. O decreto também estabeleceu a obrigatoriedade do registro do diploma, o     que começou a ser feito, a partir de 1940, pela Superintendência do Ensino Agrícola e Veterinário do Ministério da Agricultura, órgão igualmente responsável pela fiscalização do exercício profissional.

1934

Decreto nº 24.548, que regulamentou o Serviço de Defesa Sanitária Animal. A partir da década de 50, novas iniciativas ocorreram, buscando enfrentar essa doença que afetava gravemente os rebanhos.

1946

Ocorrência de surtos de Peste Suína Clássica nos estados do Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo, o que levou à implantação do Programa Nacional de Controle da Peste Suína Clássica, pelo Ministério da Agricultura e Abastecimento (MAA), contemplando a imunização dos animais com a vacina Cristal Violeta.

1950

Realização da Primeira Conferência Nacional de Febre Aftosa e implantação do Primeiro Programa de Combate à Febre Aftosa do Brasil.

1951

  • Criação da Sociedade Brasileira de Zootecnia (SBZ), congregando agrônomos e veterinários, os quais decidiram realizar a 1ª Reunião Anual da SBZ, em Piracicaba (SP), com o objetivo de apresentar e discutir trabalhos e pesquisas realizados na área da Zootecnia. O professor Octávio Domingues foi o primeiro presidente da SBZ, tendo seu mandato prolongado até 1968.
  • Criação do Centro Pan Americano de Febre Aftosa (Panaftosa), sediado no Brasil, em decorrência do reconhecimento da necessidade de ações conjuntas entre os países do continente americano no combate à doença.

1995

Primeira edição da revista do Conselho Federal de Medicina Veterinária, em março/abril de 1995.

1963

O Governo Federal instituiu, no âmbito do Ministério da Agricultura, a Campanha de Combate à Febre Aftosa (CCFA).

1966

  • A inauguração da primeira Faculdade de Zootecnia do Brasil, em 13 de maio. O curso desenvolveu-se modestamente até 1968, em Piracicaba (SP).
  • O Ministério da Agricultura Pecuária e Abastecimento (Mapa) institui o Plano de Combate à Raiva dos Herbívoros, atualmente denominado Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH), executado pelo Departamento de Saúde Animal (DSA), do Mapa.

1968

  • Em 23 de outubro entrou em vigor a Lei nº 5.517, de autoria do então deputado federal Sadi Coube Bogado. A nova lei contemplou o exercício da Medicina Veterinária e, além disso, criou os Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária, transferindo para a própria classe a função fiscalizadora do exercício profissional.
  • Criado o Projeto Nacional de Combate à Febre Aftosa. dando início ao controle sistemático da doença por meio da implantação de infraestrutura laboratorial, treinamento de pessoal e conscientização dos produtores.
  • A regulamentação da profissão de zootecnista foi conquistada em 4 de dezembro, pela Lei nº 5.550, que também estabelece o Conselho Federal de Medicina Veterinária como o órgão fiscalizador do exercício da profissão. No ano seguinte, foi estabelecido o currículo mínimo e a duração para o curso.

1969

  • A primeira Diretoria do Conselho Federal de Medicina Veterinária é empossada, composta pelos médicos-veterinários Ivo Torturella (presidente), Stoessel Guimarães Alves (vice-presidente), Hélio Lobato Valle (secretário-geral) e Raimundo Cardoso Nogueira (tesoureiro). Em seguida, são instalados os Conselhos Regionais, em diferentes capitais do País.
  • Resolução nº 04 do CFMV, de 28 de julho, que definiu o primeiro Regimento Interno do Conselho Federal de Medicina Veterinária.
  • O Sistema CFMV/CRMVs foi estabelecido como autarquia federal, dotada de personalidade jurídica de direito público, adquirindo autonomia técnica, administrativa e financeira (Decreto nº 64.704, de 17 de junho). Cada conselho regional passou a atuar como um braço do conselho federal, nas diversas regiões do Brasil, não havendo qualquer interferência administrativa do CFMV, exceto em casos especiais, conforme a legislação.
  • Primeiro código de ética do profissional médico-veterinário na Resolução CFMV nº 23, de 10 de outubro.

1972

Criada a Comissão Sul-americana para a Luta Contra Febre Aftosa (Cosalfa), uma importante estratégia integradora, de gestão e intervenção regional, na luta contra a febre aftosa.

1973

  • Na Zooctenia, a primeira mulher inscrita no Sistema CFMV/CRMVs no Brasil foi Laurene Liesenfeld, em setembro, no Rio Grande do Sul (RS).
  • Implantação pela Fundação dos Serviços de Saúde Pública (FSESP) do Programa Nacional de Controle da Raiva no Brasil, esse programa abriu as portas para o egresso de profissionais médicos-veterinários no Ministério da Saúde, secretarias de Saúde dos Estados e dos municípios.
  • Convenção de Washington, acordo multilateral assinado em Washington DC, Estados Unidos, em 3 de Março, agrupando um grande número de Estados, tendo como objetivo assegurar que o comércio de animais e plantas selvagens, e de produtos deles derivados, não ponha em risco a sobrevivência das espécies nem constitua um perigo para a manutenção da biodiversidade.

1974

Resolução CFMV nº 130, de 27 de julho, aprova o primeiro o Código de Processo Ético-Profissional para os Conselhos de Medicina Veterinária.

1977

  • Primeiro ganhador do Prêmio Paulo Dacorso Filho: médico-veterinário Silvio Torres (CRMV/RS). Este prêmio é concedido aos médicos-veterinários brasileiros que prestaram relevantes serviços à ciência veterinária e ao desenvolvimento agropecuário no Brasil.
  • Resolução CFMV nº 195, de 31 de março e 1º de abril, cria a primeira Câmara de Presidentes do Sistema CFMV/CRMVs.

1978

Publicação de Decreto Presidencial nº 81.798, de 15 de junho, estabelecendo medidas de emergência para a erradicação da Peste Suína Africana no Brasil.

1981

  • Última ocorrência de Peste Suína Africana no Brasil.
  • Resolução CFMV nº 322, de 15 de janeiro, aprova o primeiro Código de Deontologia e de Ética Profissional do médico-veterinário.
  • Instituição do Programa de Combate à Peste Suína, contemplando diagnóstico laboratorial e destruição dos animais positivos, vacinação contra Peste Suína Clássica (amostra China lapinizada), e identificação sorológica em abatedouro para mapear zonas livres da doença.

1982

Resolução CFMV nº 413, de 10 de dezembro, aprova o primeiro Código de Deontologia e de Ética Profissional Zootécnico.

1983

Criação da Academia Brasileira de Medicina Veterinária, uma entidade de natureza cultural, técnica, científica e sem fins lucrativos. Jadyr Vogel, um de seus fundadores, foi também eleito por unanimidade o primeiro presidente da academia.

1984

A Peste Suína Africana é erradicada graças à forte atuação do serviço de defesa sanitária animal e do setor privado. O Brasil é declarado País livre da doença.

1990

  • O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) inicia medidas sanitárias para prevenir a ocorrência da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), conhecida como “doença da vaca louca, em nosso território, balizado nas recomendações da Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) e em informações científicas.
  • O CFMV editou seu primeiro jornal, dirigido aos profissionais registrados. Produzido e impresso internamente, o jornal era encaminhado ao público-alvo por meio dos Conselhos Regionais.

1991

Congresso Brasileiro de Zootecnia, primeira edição em maio, na cidade de Uruguaiana (RS). Em 1997 passou a ser conhecido como Zootec. É o evento de maior expressão da Zootecnia brasileira como ciência e profissão. De domínio da Associação Brasileira de Zootecnistas, é realizado em parceria com instituições de alta referência acadêmica e investigadora, com vertentes nos debates das questões de ensino, temáticas científicas e técnicas contemporâneas e políticas profissionais.

1982

Instituição do Programa de Controle e Erradicação da Peste Suína Clássica, com suspensão da vacinação nos grandes centros produtores, criação de um cinturão de vacinação compulsória em torno dessas áreas, controle de trânsito e criação de fundos de indenização, administrados pela iniciativa privada, iniciando processo progressivo de zonificação no País.

1994

  • O símbolo da Medicina Veterinária foi criado de forma participativa, por meio de um concurso nacional promovido em 1994.
  • É instituído o Programa Nacional de Sanidade Avícola (PNSA) e criado o Comitê Consultivo, através da Portaria nº 193, de 19 de setembro, do Mapa, estabelecendo diversas normas e ações para regulamentar a produção avícola e salvaguardar o plantel avícola nacional.

1996

Programa Global de Erradicação da Peste Bovina, Rinderpest, estabelece estratégias para a erradicação da peste bovina.

1997

Declara o Brasil livre de Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB). A EEB, a scrapie e outras doenças nervosas de caráter progressivo em ruminantes passam a ser incorporadas ao sistema de vigilância da raiva dos herbívoros domésticos, sendo também de notificação obrigatória a ocorrência ou a suspeição dessas enfermidades.

1998

  • Primeiro reconhecimento de zona livre de febre aftosa com vacinação, pelo então Escritório Internacional de Epizootias, da OIE, envolvendo os Estados do Rio Grande Sul, Santa Catarina e Paraná.
  • O Conselho Nacional de Saúde inclui o médico-veterinário como profissional da área de Saúde, por meio da Resolução nº 287 de 8 de outubro.
  • Suspensão da vacinação contra Peste Suína Clássica em todo o território nacional.

1999

Descentralização da esfera federal para os Estados e municípios das Endemias Transmissíveis por Vetores, ocasionando o fortalecimento da participação do profissional Médico Veterinário no Sistema Único de Saúde (SUS).

2000

Regulamentação do Prêmio Professor Paulo, por meio da Resolução nº 677, de 14 de dezembro.

2001

  • Declaração da primeira zona livre de Peste Suína Clássica no Brasil, constituída pelos Estados da Bahia, Sergipe, Espírito Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Tocantins , Goiás, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, São Paulo, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e pelo Distrito Federal, a partir da comprovação da ausência de circulação viral por realização de um inquérito soroepidemiológico em 2000.
  • O Programa Nacional de Controle e Erradicação de Brucelose e Tuberculose (PNCEBT) foi instituído com o objetivo baixar a prevalência e a incidência da brucelose e da tuberculose, visando a erradicação nacional. As estratégias contidas no Regulamento Técnico incluíram: vacinação obrigatória contra a brucelose de bezerras entre 3 e 8 meses de idade, com amostra B19; controle do trânsito de reprodutores e normas sanitárias para participação em exposições, feiras, leilões e outras aglomerações de animais; sacrifício dos animais reagentes; e a habilitação e capacitação de médicos-veterinários para atividades de vacinação, diagnóstico a campo e participação no programa de certificação de propriedades livres ou monitoradas.

2002

  • Criação do Programa Nacional de Controle da Dengue.
  • Aprovadas as Normas Técnicas de Vigilância para as doenças de Newcastle e Influenza Aviária, e de Controle e Erradicação para a doença de Newcastle.
  • Publicação da Instrução Normativa nº 05 do Mapa, em 1º de março, que aprovou as normas técnicas para Programa Nacional de Controle da Raiva dos Herbívoros (PNCRH) e atualizou a inclusão da Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB), da scrapie e de outras doenças de caráter progressivo no sistema de vigilância da raiva dos herbívoros.
  • Publicação da Instrução Normativa nº 69 do Mapa, em 13 de dezembro, que determinou o uso do selo de garantia (holográfico) em todos os frascos de vacina contra a raiva dos herbívoros, das partidas aprovadas e liberadas para comercialização pelo Mapa, de forma a assegurar sua conformidade com as normas de controle da produção e comercialização destas vacinas.

2003

Publicação das diretrizes curriculares da Medicina Veterinária.

2004

  • Programa Nacional de Prevenção e Vigilância da Encefalopatia Espongiforme Bovina (PNEEB) proíbe em todo o território nacional a produção, comercialização e utilização de produtos destinados à alimentação de ruminantes que contenham, em sua composição, proteínas e gorduras de origem animal.
  • O Brasil controla a Raiva Urbana. O País avançou de forma extremamente significativa no controle da doença urbana, a partir desse período, tornou a ocorrência de casos de raiva urbana um fenômeno raro e específico em algumas áreas limitadas do País.

2005

  • Em 23 novembro, inauguração da nova sede do CFMV, em Brasília (DF).
  • Lei nº 11.129, institui a Residência em Área Profissional de Saúde e permite que médicos-veterinários se insiram na residência com bolsa de estudos

2006

  • Última ocorrência de febre aftosa no Brasil, em Mato Grosso do Sul.
  • Início do Plano Nacional de Prevenção da Influenza Aviária e de Controle e Prevenção da Doença de Newcastle em todo o território nacional.
  • Publicação da Resolução do CFMV nº 829, que disciplina atendimento médico-veterinário a animais silvestres/selvagens e dá outras providências.

2007

  • Reconhecimento internacional da primeira zona livre de febre aftosa sem vacinação, contemplando o Estado de Santa Catarina.
  • Com a Portaria Interministerial nº 45, de 12 de janeiro, que dispõe sobre a Residência Multiprofissional em Saúde e a Residência em Área Profissional da Saúde, a Residência em Área Profissional da Saúde passou a incluir a Medicina Veterinária.
  • Criação do Prêmio Professor Octávio Domingues. O CFMV homenageia, anualmente, zootecnistas brasileiros que tenham realizado relevantes serviços ao desenvolvimento agropecuário do País.  

2008

  • Primeiro ganhador do Prêmio Octávio Domingues: Zootecnista Walter Motta Ferreira, de Minas Gerais.
  • Programa Nacional de Prevenção e Vigilância da Encefalopatia Espongiforme Bovina (PNEEB), que estabelece as seguintes categorias de risco para a Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB): Categoria I – países com risco insignificante para a EEB; Categoria II – países com risco controlado para a EEB; Categoria III – países com risco indeterminado ou não classificado para a EEB.
  • Primeiro Congresso Brasileiro de Bioética e Bem-estar Animal.
  • Aprovação da Lei 11.974, que cria o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), o qual destaca o médico-veterinário como profissional importante nas instituições de ensino e pesquisa, sendo obrigatória sua presença nos Comitês de Ética no Uso de Animais (CEUA). A profissão detém a responsabilidade técnica (RT) nas instalações de animais.
  • Entra em vigor a Resolução CFMV nº 875, de 12 de dezembro, sobre processo ético-profissional contra médico-veterinário.

2009

  • Criação do símbolo da Zootecnia.
  • Entrega do primeiro prêmio Octávio Domingos: Zootecnista Walter Motta Ferreira (Minas Gerais).
  • Últimas ocorrências da Peste Suína Clássica (PSC) no Brasil nos Estados do Amapá, Pará e Rio Grande do Norte.

2011

  • Portaria nº 2.488 do Ministério da Saúde incluiu o médico-veterinário nos Núcleos de Apoio à Saúde da Família (Nasf). Para os médicos-veterinários, abriu-se um novo e amplo campo de atuação. Entre as atividades exercidas pelos médicos-veterinários no Nasf estão a avaliação de fatores de risco à saúde relativos à interação entre humanos, animais e meio ambiente; a prevenção, o controle e o diagnóstico de riscos de doenças transmissíveis por animais vertebrados e/ou invertebrados (raiva, leptospirose, brucelose, tuberculose, leishmaniose, dengue, febre amarela, teníase/cisticercose, etc.); orientações no manejo de resíduos; identificação e orientações quanto a riscos de contaminação por substâncias tóxicas.
  •  Erradicação da Peste Bovina – Rinderpest, com a declaração do Mundo Livre da Peste Bovina.OIE recomenda que as academias e os serviços veterinários dos países membros mantenham permanente treinamento e capacitação nessa área em virtude da possibilidade de uma nova emergência, para uma manutenção contínua de vigilância zoo-sanitária.

2012

  • Conselho Nacional de Controle e Experimentação Animal do Ministério da Ciência e Tecnologia (Concea) publica a Resolução Normativa nº 6. A medida reconhece exclusivamente aos profissionais médicos-veterinários a responsabilidade técnica pelos laboratórios de pesquisa e experimentação animal (biotérios). A resolução estabelece que o médico-veterinário seja responsável por levar em consideração a genética, a nutrição, as contaminações microbiológicas e a correta manipulação, produção e manejo de animais em laboratório. Além de abrir um campo importante de trabalho, a medida contribui para o aumento do bem-estar e da segurança não só dos animais, como dos pesquisadores que os manuseiam no laboratório, uma vez que eles correm o risco de contrair doenças ocupacionais pela presença de contaminações zoonóticas. O trabalho de prevenção dos médicos-veterinários requer cuidados específicos no desenho do biotério e nas rotinas de trabalho.
  • O Brasil conquistou o reconhecimento internacional do status sanitário de risco insignificante para Encefalopatia Espongiforme Bovina (EEB). Ocorrência de casos atípicos da doença, em 2012 e em 2014. Manutenção do status sanitário pela OIE.

2013

  • Resolução CFMV nº 1034 de 9 de setembro, dispõe sobre o Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) no âmbito dos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária (CRMVs).
  • O CFMV, a Organização Mundial da Saúde Animal (OIE) e o Ministério da Agricultura (mapa) realizam, pela primeira vez no hemisfério sul, uma Conferência Internacional sobre o Ensino da Medicina Veterinária. A conferência abordou a necessidade de uma melhor harmonização global da educação veterinária em todo o mundo, com base nas diretrizes da OIE. O encontro pretende se concentrar também no fortalecimento do papel dos organismos estatutários na regulação da profissão, garantindo a sua qualidade e ética.
  • Início do Projeto Estratégias de Ensino-aprendizagem do CFMV, com dois cursos-piloto.

2014

  • Resolução CFMV nº 1076, que dispõe sobre as Diretrizes Nacionais para Acreditação dos Programas de Residência e de Aprimoramento Profissional em Medicina Veterinária e dá outras providências.
  • Campanha Nacional de Combate ao Tráfico de Animais Selvagens do Sistema CFMV/CRMVs.
  • Um grande avanço, relacionado a novas tecnologias, é o reconhecimento, pelo Concea, de:– 24 métodos alternativos ao uso de animais, ensaios que privilegiam o atendimento dos 3R’s: Reduction, Replacement e Refinement (Redução, Substituição e Refinamento).– 17 métodos pela Resolução Normativa nº 18, de 24 de setembro.

2015

  • CFMV e o Conselho Nacional de Controle de Experimentação Animal (Concea), órgão vinculado ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Integração, assinam acordo de cooperação técnica para fiscalização de instalações utilizadas para produção, manutenção ou utilização de animais para fins de ensino e pesquisa.
  • O Brasil é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como País livre da Peste dos Pequenos Ruminantes (PPR). Essa grave doença, que afeta ovinos e caprinos, causando grandes prejuízos, nunca foi registrada no Brasil, porém, a OIE alerta que a PPR tem se espalhado para além de sua zona tradicional nos últimos anos, incluindo a Europa Oriental e a Ásia. Em 2018, foi registrada a primeira ocorrência da doença na União Europeia, na Bulgária.
  • O Brasil é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como País livre de Peste Equina. Essa grave doença que acomete os equídeos, com altas taxas de mortalidade, nunca foi registrada no Brasil. Além das perdas diretas, a ocorrência da doença no País gera grandes restrições ao trânsito internacional de equideos.
  • Resolução CFMV nº 1.094 de 21 de outubro, que cria o Sistema de Acreditação dos Programas de Residência e Aprimoramento Profissional em Medicina Veterinária e dá outras providências.
  • Reconhecimento internacional pela OIE da primeira zona livre de Peste Suína Clássica constituída pelos Estados do Rio Grande do Sul e Santa Catarina.

2016

2017

  • Mercado Pet no Brasil movimentou mais de 20 bilhões de reais.
  • Resolução CFMV nº 1154, de 31 de maio, cria o Sistema Nacional de Acreditação de Cursos de Graduação em Medicina Veterinária e dá outras providências.
  • Diretoria do CFMV e Conselheiros tomam posse em 15 de dezembro de 2017 sob o mote de inovação, transparência e unificação do Sistema CFMV/CRMVs.
  • O Mapa publica o Plano Estratégico do PNEFA, entre suas medidas, prevendo a suspensão completa da vacinação no Brasil e o reconhecimento internacional de País livre de febre aftosa sem vacinação até 2023.
  • CFMV entrega ao Conselho Nacional de Educação proposta de mudança nas Diretrizes Curriculares Nacionais da Medicina Veterinária.
  • Entra em vigor o Programa Aquicultura com Sanidade (Instrução Normativa MPA nº 04, de 4 de fevereiro de 2015, e Portaria MPA nº 19, de 4 de fevereiro de 2015), importante norteador regulatório para estruturação dos serviços de defesa sanitária de animais aquáticos para as 27 unidades da federação e para organização do setor produtivo. A Aquicultura com Sanidade possibilitou a padronização do cadastro sanitário de estabelecimento aquícolas e dos procedimentos de atendimento às suspeitas de foco de doenças, além de orientar a adoção de boas práticas de produção e biosseguridade.
  • O Brasil é reconhecido pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE) como País livre de Pleuropneumonia Contagiosa Bovina. Essa grave doença que acomete bovinos e bubalinos, causando grandes prejuízos econômico devido a sua grande capacidade de disseminação, nunca foi registrada no Brasil. Além das perdas diretas, a ocorrência da doença no País, gera grandes restrições ao comércio internacional de animais vivos.
  • O atual código de ética, conforme o regulamento da profissão, teve o seu texto definido por Resolução do CFMV, em 25 de janeiro. No entanto, passou a viger a partir de 9 de setembro, data em que se comemora o dia do médico-veterinário.   

2018

  • Lei nº 1.3596, de 8 de janeiro, que institui o Dia Nacional do Zootecnista.
  • Criação das Câmaras técnicas de Medicina Veterinária e Zootecnia.
  • Em maio, aconteceu o Primeiro Fórum de Inspeção de Produtos de Origem Animal do CFMV – Público X Privado.
  • Em maio, o Brasil é declarado como um País livre da febre aftosa, pela Organização Mundial de Saúde Animal (OIE), em Paris, na França. O Sistema CFMV/CRMVs participa das comemorações.
  • Em 2 de agosto, o CFMV lançou edital do 2º Ciclo de Acreditação dos cursos de Medicina Veterinária.
  • Para facilitar o controle e agilizar as demandas de requisições de Anotação de Responsabilidade Técnica (ART), o Conselho Federal de Medicina Veterinária (CFMV) lança o sistema de ART-Eletrônica.Toda prestação de serviço que seja passível de ação do médico-veterinário ou do zootecnista exige a ART. Trata-se do registro do profissional que responde técnica, ética e legalmente pelas atividades desenvolvidas em determinada empresa. O objetivo é assegurar à sociedade que os serviços prestados pelos estabelecimentos são realizados e supervisionados por um profissional habilitado, garantindo segurança técnica e jurídica.
  •  50 anos da Lei nº 5.517, de 1968. Ela dispõe sobre o exercício da profissão de médico- veterinário e cria os Conselhos Federal e Regionais de Medicina Veterinária.
  • 50 anos da Lei nº 5.550/68, que dispõe sobre o exercício da profissão de Zootecnista.

Agradecimentos

Guilherme Marques

Diretor do Departamento de Saúde Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Eduardo de Azevedo Pedrosa Cunha

Coordenador de Sanidade dos Animais Aquáticos do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Diego Viali dos Santos

Chefe da Divisão de Febre Aftosa e outras Doenças Vesiculares do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Josélio Andrade de Moura

Vice-presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária

Valéria Burmeister Martins

Chefe da Divisão de Sanidade dos Ruminantes do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Lia Coswig

Chefe da Divisão de Sanidade dos Suídeos do DSA

Ronaldo Carneiro Teixeira

Coordenador Geral de Planejamento e Avaliação Zoossanitária do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa)

Tania Maria de Paula Lyra

Consultora em Sanidade Animal e Sanidade Agropecuária

Tania Maria de Paula Lyra

Consultora em Sanidade Animal e Sanidade Agropecuária

Comissões e Câmaras Técnicas:

– Agronegócio

– Animais Selvagens

– Bem-estar Animal

– Bioética e Biossegurança

– Educação da Medicina Veterinária

– Educação em Zootecnia

– Estabelecimentos Veterinários

– Ética e Legislação

– Fiscalização

– Medicina Veterinária Legal

– Meio Ambiente

– Residência em Medicina Veterinária

– Responsabilidade Técnica

– Saúde Pública Veterinária

– Tecnologia e Higiene Alimentar

– Câmara Técnica – Medicina Veterinária

– Câmara Técnica – Zootecnia